Maracaju Basquete, participante do Brasileiro Feminino, quer formar novos talentos no MS

Maracaju Basquete, participante do Brasileiro Feminino, quer formar novos talentos no MS

A pandemia do coronavírus impactou o mundo de uma maneira que ninguém esperava. Tudo parou, mudou, se readaptou e o esporte também. Sabemos que o basquete sofreu com as consequências da covid-19. A NBA foi a primeira competição de expressão mundial a pausar as atividades e retornou com um novo esquema de segurança, as “bolhas”.

O NBB parou, finalizou a edição 2019/2020 sem ter um campeão e em seguida retornou com sedes em algumas cidades. Mas, o que aconteceu com os demais times de basquete pelo Brasil? Muitas equipes sentiram a pandemia em camadas que não são acobertadas pelo estrelismo do basquete destas competições. O Maracaju Basquete Clube é uma delas. O clube da cidade homônima só teve um decreto liberando a prática esportiva coletiva em maio de 2021. 

Participante do Campeonato Brasileiro Feminino, promovido pela Confederação Brasileira de Basquetebol (CBB) o Maracaju Basquete é uma das equipes que sofreu com os impactos da pandemia, adiando sonhos e a promoção do esporte na pequena Maracaju, que tem apenas 48 mil habitantes. 

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A equipe, fundada em 2014, atua como um projeto social – portanto, sem fins lucrativos -, trabalhando na formação de atletas no basquete e que planeja se tornar referência na modalidade para a região Centro-Oeste do Brasil. A pandemia paralisou as atividades do clube, e a retomada das atividades com a primeira participação em um campeonato nacional com a equipe sub-23 marca a superação da equipe, de acordo com o presidente do Maracaju, Edilson Santos. 

“Nessa época de pandemia foi bem difícil para nós. Eu acho que passar dessa pandemia foi uma grande superação para nós e as nossas atletas. Sem campeonato, sem treinamento e com os lockdowns… Agora que estamos voltando. Muitas atletas estavam desmotivadas, e esse campeonato veio como uma luva; as atletas estão animadas, os nossos treinamentos estão bons e com dedicação. Elas ficaram muito tempo sem jogar, sem aquela convivência na quadra e acho que esse nosso retorno foi uma verdadeira superação”, contou Santos.

Campeonato Brasileiro Feminino

Retomando o projeto após os momentos mais difíceis da pandemia no Brasil, o presidente da equipe sul-mato-grossense contou que o Maracaju Basquete já estava nos preparativos internos para participar em 2022 da Liga de Basquete Feminino (LBF), quando recebeu o convite de participar do campeonato da CBB ainda em 2021. 

“Já estávamos com a nossa documentação pronta quando recebemos o convite para a competição sub-23 da CBB através da federação de basquete do nosso estado. Abraçamos o convite pela importância para que tenhamos uma base, possamos estruturar e mais adiante aumentar o nosso projeto”, disse o presidente da equipe.

O Maracaju conta com uma comissão técnica local, formada por profissionais que atuam na cidade e já trabalham com o projeto. Para montar a equipe que entrará em quadra no Campeonato Brasileiro, o clube montou uma verdadeira força-tarefa durante as três seletivas organizadas por eles no Mato Grosso do Sul, nas cidades de Campo Grande, Dourados e Três Lagoas, que reuniu cerca de 80 atletas, surpreendendo a comissão que realizou a seleção.

Equipe Maracaju Basquete Clube
Elenco do Maracaju Basquete Clube para o Campeonato Brasileiro Feminino sub-23. Foto: divulgação/Maracaju Basquete

Para Edilson, o principal objetivo das seletivas foi encontrar novos talentos para o basquete feminino. A expectativa do Maracaju Basquete é que a competição da CBB sirva de vitrine para as atletas, dando destaque à modalidade em Mato Grosso do Sul, que nunca participou de uma competição similar de basquete.

Ao final, a equipe encerrou as seletivas com um grupo grande, com 23 atletas. Aquelas que foram selecionadas e não moram em Maracaju receberam planilhas de treinamento para conciliarem com as suas atividades de trabalho e estudos nas suas cidades durante a semana, e aos fins de semana todas se encontram para treinarem em Maracaju presencialmente. Segundo o presidente da equipe, aos fins de semana são enviadas vans para as cidades das jogadoras que as levam para Maracaju para os treinamentos. 

A tão sonhada sede própria

Hoje, o Maracaju Basquete conta com o título de Utilidade Pública, concedido pelo Município de Maracaju e pelo Estado do Mato Grosso do Sul, com o objetivo de ter captação de recursos para a construção da sede própria, ainda sem data definida. De acordo com o presidente da equipe, há uma boa expectativa que o título traga recursos e assim aconteça a tão esperada construção da sede própria.

“Atualmente, nós treinamos no ginásio do município, e o título de Utilidade Pública tem o objetivo de buscar emendas parlamentares para montar a sede do clube, o nosso ginásio. O prefeito da cidade nos deu o terreno e queremos montar um ginásio bacana, com refeitório e alojamento, para que os atletas possam vir e se alojar aqui mesmo. Para esta obra, estamos esperando a parte política; já enviamos o projeto e estão analisando para dar prosseguimento, mas estamos confiantes”, disse. 

As atletas que são de outras cidades ficam hospedadas em um hotel em Maracaju e após os treinamentos retornam para casa. Nenhuma das atletas vive do basquete em si, portanto, ao longo da semana, muitas estudam e/ou trabalham. A expectativa do Maracaju Basquete é que em breve possa oferecer uma estrutura e salário para que as jogadoras de outras cidades possam estudar e morar na cidade.

No Campeonato Brasileiro Feminino da CBB, o Maracajú Basquete Clube participará  da Conferência Delcy, junto com as equipes do Cerrado Basquete (DF), Sociedade Recreativa Mampituba (SC), São José dos Pinhais/Guaxo (PR), Pindamonhangaba (SP), ABASFI Foz do Iguaçu (PR), APAGEBASK (SP) e ADRM Maringá (PR). A conferência Delcy terá como sede a cidade de Brasília e acontecerá entre os dias 3 e 12 de outubro. 

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