Basquete feminino colhe frutos do Instituto Mangueira do Futuro

Basquete feminino colhe frutos do Instituto Mangueira do Futuro

Que o Rio de Janeiro sempre revelou boas jogadoras de basquete, não é novidade. Érika de Souza, Clarissa dos Santos, Raphaella Monteiro e Isabela Ramona são realidade da Seleção Brasileira. Mas você, leitor, já enumerou quantas atletas são frutos do projeto do Instituto Mangueira do Futuro? A verde-e-rosa é um sucesso na Marquês de Sapucaí, mas também nas quadras de basquete. 

Além das atletas já citadas acima, a equipe da Sodiê Doces/Mesquita/LSB é a prova que um trabalho de base sólido pode fazer a modalidade colher frutos no futuro. E o futuro é agora. As jogadoras que hoje são comandadas por Raphael Zaremba, na LSB, são o resultado do excelente trabalho feito pelos técnicos Guilherme Vos, Elen Rosa e Agostinho D’Almeida anos atrás.

Basquete feminino colhe frutos do Instituto Mangueira do Futuro
Em 2012, com a Mangueira sagrando-se campeã estadual sub-17. (Em pé: Raphaella Monteiro, Letícia Josefino e Nicolle Chirinda. De joelhos: Mayara Leôncio, Maria Luísa, Rayane Sant’Anna e Thayná Silva). | Foto: Arquivo/Instituto Mangueira do Futuro

Em 2021, a Sodiê Doces/Mesquita/LSB tinha 14 atletas no seu plantel para a disputa da LBF.  As armadoras Maria Luísa (95) e Rayane Sant’Anna (97), as alas Thayná Silva (96) e Mayara Leôncio (97), as alas-pivôs Carol França (94) e Juliana Ribeiro (94), foram reveladas ou tiveram passagem pela Vila Olímpica da Mangueira.

A equipe fluminense está disputando o Campeonato Carioca e se preparando para a disputa do Campeonato Sul-Americano de Clubes. Para isso, ainda se reforçou com outras duas “crias da Mangueira”: a ala-pivô Nicolle Chirinda (96) e a pivô campeã da atual edição da LBF, Letícia Josefino (97). 

As atletas que entraram em quadra no dia 5 de setembro, contra o CJBF, pela estreia do Carioca demonstraram muito entrosamento. O segredo deve ser o passado. Elas cresceram juntas na Vila Olímpica da Mangueira e em quadra, parecia que nunca tinham se separado.

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Basquete feminino colhe frutos do Instituto Mangueira do Futuro
Thayná é um dos grandes nomes da atualidade no basquete nacional | Foto: Diego Maranhão

Além dos nomes que já tem muitas passagens pela nossa seleção, a prova viva do sucesso que é o trabalho da Mangueira é Thayná Silva. A atleta, que sempre foi destaque da sua geração, chegou a se afastar das quadras após participar das seleções de base, por falta de oportunidade. Em 2018, surgiu no cenário profissional com a camisa do Instituto Brazolin/São Bernardo/UNIP e conquistou o prêmio de Revelação da LBF. 

Em 2019, precisou se afastar mais uma vez das quadras, mas por um excelente motivo: engravidou da pequena Aylla. Devido a pandemia do COVID-19, só voltou a jogar em 2021, mas parece que Thayná nunca deixou as quadras.

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Na última edição da LBF, ela conquistou o principal prêmio individual da competição, de MVP do Campeonato. Além disso, coleciona troféus de MVP da partida e foi a Cestinha desta edição da LBF. Thayná também foi eleita pelos técnicos, imprensa e perfis das redes sociais como Melhor Defensora do Ano e integrante do Quinteto Ideal do Campeonato.

No âmbito internacional, disputou a Americup com a Seleção Brasileira e foi destaque da competição. Thayná, assim como todas as atletas que conseguem se manter no cenário profissional, são a prova de que um trabalho sério e comprometido de base pode elevar o nível do basquete feminino. 

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