Análise: Mogi joga com inteligência e quebra invencibilidade do São Paulo

Análise: Mogi joga com inteligência e quebra invencibilidade do São Paulo

Na última terça feira (07), o Mogi das Cruzes Basquete recebeu o São Paulo Futebol Clube no ginásio Professor Hugo Ramos. A partida foi válida pelo Campeonato Paulista e, surpreendentemente, a equipe mandante conquistou uma das vitórias mais tranquilas de seu passado recente, por 86 a 71. Não desmerecendo a equipe do interior, mas o São Paulo é uma das equipes mais fortes do Brasil, enquanto o Mogi segue em busca de reformulação do projeto basquete por completo.

+ SIGA O ECB NO YOUTUBE, NO INSTAGRAM, NO TWITTER E NO TIKTOK

Profundidade de elenco

Não é segredo para ninguém que a equipe paulistana possui um dos plantéis mais completos de todo o país. A grande variedade de características faz com que o time se adapte da melhor forma possível a cada partida que venha pela frente. Já o Mogi segue em seu projeto de reformulação, dando espaço para jovens jogadores e contando com poucos veteranos de grande renome. O maior deles é Fúlvio, armador de 40 anos, que esteve ausente da partida, fator que deveria pesar contra os mandantes, mas não influiu nem um pouco.

Apesar da grande diferença de objetivos e elencos, o que aconteceu na partida foi uma aula de rotação por parte do técnico Danilo Padovani. O treinador, por meio de seu banco de reservas, principalmente, conseguiu manter a equipe viva na partida, garantindo a contribuição de cada um que pisava em quadra. Foram 24 pontos vindos dos reservas de Mogi, enquanto apenas 11 foram anotados pelos suplentes do adversário.

Outro fator fundamental foi o forte psicológico da equipe, que se manteve firme no plano de jogo, fazendo com que tanta confiança rendesse frutos ao fim da partida. Vale ressaltar que o Mogi não esteve atrás no placar em momento algum, o que pode ter sido determinante para as tomadas de decisões em quadra.

São Paulo errando demais

Usando um termo do pugilismo, o São Paulo se viu contra as cordas em todos as etapas da partida. Quando conseguia desenvolver minimamente seu jogo, acontecia um erro ofensivo ou uma bola de três adversário, dando um banho de água fria nas ações tricolores. O grande diferencial foi a intensidade e o padrão tático da equipe de Mogi, que forçou os visitantes a saírem da sua zona de conforto, lugar esse em que o São Paulo nunca esteve.

Mogi e contra-ataques fatais

A equipe do Mogi foi a dona dos rebotes nessa partida. Com 27 defensivos e oito ofensivos, a equipe raramente dava uma segunda chance da equipe tricolor pontuar. Quem se aproveitou melhor de tantos rebotes foi Guilherme Lessa e Wesley Castro. Os jogadores eram sempre procurados para armar as jogadas, e Lessa, com sua incrível mobilidade em quadra, conseguia desarrumar a formação defensiva do São Paulo com facilidade.

Isso abriu espaços para uma chuva de bolas de três pontos vindas de Wesley, que foi o cestinha da partida com 25 pontos. Unindo os rebotes aos contra-ataques, a equipe conseguiu estabelecer um belo ritmo, chegando a abrir 23 pontos de vantagem.

Não dá pra dizer que o desempenho vai se repetir sempre, ou se estavam em um dia iluminado. O que sabemos é que o projeto de renovação é sério, tem uma forte ideologia por trás e um belo desenvolvimento até aqui. Espera-se que o Mogi volte a figurar entre as grandes equipes do Brasil em um futuro próximo, lugar de onde nunca deveria ter saído.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: