Relembre a carreira do pivô Lucas Cipolini

Relembre a carreira do pivô Lucas Cipolini

Na última segunda (06), Lucas Cipolini anunciou em seu Instagram a aposentadoria do basquete. O pivô estava sem clube há mais de um ano, desde que se despediu do Sesi Franca Basquete, também através de sua rede social.

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Relembre aqui no ECB a carreira do jogador, que deixou sua marca no basquete nacional.

O COMEÇO

Cipolini foi lançado ao profissional em Uberlândia, no ano de 2005, em um período mágico para a cidade. Logo em seu primeiro ano, “Cipo” foi campeão mineiro, campeão sul-americano e vice-campeão brasileiro. Teve uma breve passagem no Universo Ajax/GO em 2006, porém recebeu o convite para estudar e jogar pelo Brigham Young University Hawaii (BYU-Hawaii Seasiders), time da NCAA Division II, dos Estados Unidos.

Pelo Seasiders, Cipolini foi eleito o Player of The Year (Jogador do Ano) da conferência PecWest por três vezes seguidas, além de ter chegado em três finais regionais consecutivas – entretanto, saiu de lá sem nenhum título.

Cipolini em jogo pelo basquete universitário. Foto: Reprodução/GE

RETORNO PARA UBERLÂNDIA

Com o diploma de Educação Física na mão e muita experiência, em 2010 era hora de retornar para casa. Cipolini voltou com outra mentalidade e com muito mais bagagem para disputar o NBB – Novo Basquete Brasil.

A passagem dessa vez foi mais longa e de mais protagonismo. Foram quatro temporadas, onde o pivô, junto com o Unitri/Uberlândia, bateu na trave no NBB 2012/13. O time ficou com o vice-campeonato, que foi decidido em um jogo somente, na final com o Flamengo. Essa foi uma das melhores temporadas do atleta com a camisa do Uberlândia, com médias de 14,9 pontos, 5,9 rebotes, 1,2 assistências e 17,9 de eficiência.

Após quatro anos defendendo o time do triângulo mineiro, Cipolini se despediu em seus redes sociais e partia para o Brasília.

Cipolini enterrando em jogo do Uberlândia. Foto: João Pires/LNB

IDA AO BRASÍLIA

Na primeira temporada com o time do Distrito Federal, a equipe não avançou tanto e foi eliminada nas quartas de final do NBB. Já no seu segundo ano por lá, as coisas foram melhores.

Os lobos terminaram a temporada regular na sexta colocação, com 18 vitórias e 10 derrotas em 28 jogos. Nos playoffs, o time avançou mais, passou pelo Caxias do Sul nas oitavas (3 a 1)  e pelo Paulistano nas quartas de final (3 a 1). Porém, na semifinal, foi varrido pelo Bauru. Lucas ficou apenas dois anos no Brasília.

Lucas arremessando em jogo do Brasília. Foto: Reprodução/Coluna do Fla

ÍDOLO NO FRANCA BASQUETE

Após os dois anos no Brasília, o “Homem Martelo” chegava em Franca. Ele foi contratado quando o time ainda não tinha a parceria com o Sesi, e se tornou um dos pilares do time.

Com o grupo passando por momentos turbulentos, Cipolini chegou para ajudar muito na reconstrução da equipe. Essa remodelação foi feita, e os resultados chegaram após duas temporadas. Já há dois anos da cidade, “Cipo” ainda não havia conquistado nenhum título pela cidade; no entanto, em 2018/19, esse jejum foi quebrado em dobro.

O jogador era peça fundamental, tanto no título paulista, quanto no sul-americano, méritos conquistados pelo time naquela temporada. Já na sua última época como jogador, Lucas Cipolini conquistou o Campeonato Paulista e a Copa Super 8, também pelo Franca.

Cipolini comemorando no jogo do Franca. Foto: Reprodução/GCN

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HISTÓRIA NO NBB E TÍTULOS

Sim, o jogador está na história do NBB. Ele é o jogador com mais enterradas na história do campeonato. Foram 378 cravadas em 338 jogos disputados. Esse é um recorde que está muito bem estabelecido na história do nosso basquete. O atleta também conquistou 12 títulos em 16 anos de carreira:

Seis Campeonatos Mineiros (2005, 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014);

Três Sul-Americanos (2005, 2013 e 2018);

Dois Campeonatos Paulistas (2018 e 2019);

Uma Copa Super 8 (2019).

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