Quem é quem na seleção Olímpica dos Estados Unidos

Quem é quem na seleção Olímpica dos Estados Unidos

No dia 25 de julho, às 9h da manhã, os Estados Unidos fazem sua estreia no torneio masculino de basquetebol nos Jogos Olímpicos do Japão. A seleção americana venceu 15 das 19 medalhas de ouro das olimpíadas modernas, sete das últimas 10.
No entanto, dessa vez, a seleção dos Estados Unidos chega vulnerável. O time é uma mistura de jogadores que passaram do auge, jogadores que ainda não chegaram ao auge, jogadores inconstantes e apenas duas do primeiro escalão. Ainda são favoritos, mas não fiquem surpresos se o time acabar sem medalha.

Armadores

Damian Lillard- Pela primeira vez o armador do Portland Trail Blazer chega aos Jogos Olímpicos. Uma das duas estrelas de primeiro time, Lillard promete ser uma das principais armas dos americanos. Seus arremessos de longa, e quando eu digo longa é longa mesmo, distância devem abrir a quadra para que seus companheiros tenham espaço de sobra para infiltração.

Jrue Holiday- O outro armador do elenco participa das Finais da NBA com o Milwaukee Bucks. Holiday pode trocar o ritmo do time, infiltrando, chamando a defesa para então encontrar companheiros de time livres. Holiday gosta de fazer o trabalho sujo na defesa: forçar erros, box out, impedir que o craque adversário receba a bola, tudo que não é glamoroso faz parte de seu arsenal.

Ala-Armadores

Bradley Beal- Pontos, pontos e mais pontos. Beal, do Washington Wizards, é um pontuador nato. Ele sabe como encontrar espaços para seus arremessos e chama a atenção da defesa o tempo inteiro que estiver em quadra. Seu arremesso dos 3 pontos está um pouco abaixo da linha que o pessoal dos analytics diz ser o mínimo para valer a pena (36%, Beal converteu 34,9% nesta temporada).

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Zach LaVine- LaVine é um dos melhores em converter arremessos difíceis, o problema é que costuma tentar muitos deles. Na última temporada, o ala-armador do Chicago Bulls melhorou sua produção ofensiva e aprendeu a usar o pick and roll com seus companheiros. Ele deve ver mais defesas por zona em Tóquio, vai ser interessante ver como reage, se não força muitos arremessos.

Devin Booker- Assim como Jrue, Booker está nas Finais da NBA, só que do lado do Phoenix Suns. Muitos veem Kobe Bryant no jogo de Booker, mas quem prestar atenção verá a influência de Chris Paul. Ele encontra espaços e explora a meia distância como poucos na atualidade e pode ser importante na hora de atacar defesas por zona.

Alas

Khris Middleton- Mais um jogador que está nas Finais com os Bucks. Middleton é um ala de altos e baixos. Um jogo ele converte tudo e é impossível pará-lo, no outro ele some. Como os EUA terão mais opções de pontuação, será fácil substituir sua pontuação quando não estiver bem.

Kevin Durant- O que falar do melhor jogador das Olimpíadas de 2021? Durant, hoje no Brooklyn Nets, é um dos melhores pontuadores da história. Do alto dos seus 2,13m (ou seriam 2,16m?) ele enxerga por cima de qualquer defesa. E, pela temporada passada, está 100% recuperado da lesão no tendão de Aquiles.

Jayson Tatum- um dos jogadores que melhoram cada vez mais na NBA, o ala do Boston Celtics chega em Tóquio depois de uma temporada que começou em baixa, mas melhorou muito até o final. Ele tem capacidade de pontuar em todas as áreas da quadra, mesmo que seu motor desligue de vez em quando.

Jerami Grant- Grant foi um dos poucos pontos positivos da temporada do Detroit Pistons, junto com a primeira escolha do draft de 2021. A sua principal contribuição em Tóquio será sua versatilidade defensiva. Na FIBA, Grant tem capacidade de marcar, em alguns momentos, as cinco posições em quadra.

Ala-Pivôs

Draymond Green- O ala-pivô do Golden State Warriors deve ser a cola que manterá o sistema ofensivo e defensivo funcionando. Versátil na defesa, ele possui uma inteligência incomum. No ataque, sua maior fraqueza são os arremessos de 3 pontos, mas isso não deve ser tão exigido. Sua visão de quadra e movimentação serão chave para o ouro.

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Kevin Love- o jogador do Cleveland Cavaliers é o nome mais polêmico da lista. Depois de uma temporada com médias de 12,2 pontos por jogo, a pior de sua carreira depois do seu ano de novato, e uma frustração visível com o time, ele volta à seleção de seu país. Na bagagem, ele traz a experiência do ouro Olímpico em 2012.

Pivô

Bam Adebayo- O mais perto que pode ser chamado de pivô de ofício vem do Miami Heat. Adebayo teve uma temporada de defensor do ano, perdendo o troféu para o francês Rudy Gobert. Enquanto seu ataque é limitado, dependendo bastante da bondade de estranhos seus companheiros, a capacidade de marcar as cinco posições e se movimentar intensamente no ataque podem mudar um jogo.

Popovich vai comandar a seleção dos Estados Unidos
Foto: Ethan Miller/Getty Images

A seleção dos Estados Unidos será comandada por Gregg Popovich, treinador do San Antonio Spurs. Pop será assistido por Steve Kerr, dos Warriors.
Você poderá acompanhar todo o basquete olímpico, masculino e feminino, no Esporte Clube Basquete!

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